A expectativa pela publicação do concurso Banco do Brasil ainda em 2026 perdeu força. Durante uma nova rodada de negociações com representantes dos trabalhadores, o BB informou que não há expectativa de lançamento de um novo edital neste ano.
A informação consta de nota divulgada na segunda-feira, 17, pela Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Paraná (FEEB PR), com base nas negociações conduzidas pela Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec).
Segundo a entidade, o posicionamento foi apresentado na última sexta-feira, 14, durante a sexta rodada de negociações da categoria com o banco.
Na ocasião, a Contec reivindicou a realização de concurso público para a contratação de 5 mil funcionários.
O Banco do Brasil, porém, recusou incluir essa obrigação no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e afirmou que pretende priorizar o dimensionamento e o remanejamento interno das equipes.
Ainda conforme o relato sindical, o banco justificou a ausência de expectativa por edital neste ano pelas restrições existentes no período eleitoral.
Vale destacar que o defeso eleitoral não significa que um concurso esteja legalmente impedido de ser aberto em 2026.
As regras eleitorais estabelecem limitações principalmente para admissões e movimentações de pessoal em determinados períodos, mas não proíbem a realização de concursos públicos.
Sem concurso, Banco do Brasil quer criar novos cargos
Na negociação da última sexta-feira, a Contec pediu que o Banco do Brasil assumisse o compromisso de promover concurso para 5 mil novas contratações.
Em resposta, segundo a FEEB PR, o banco afirmou que pretende atuar inicialmente com o dimensionamento e remanejamento das equipes existentes e não demonstrou expectativa de lançar edital em 2026.
O BB também informou a criação de 680 vagas de especialistas, destinadas principalmente às dependências onde existem dificuldades de preenchimento.
A reunião terminou sem todas as respostas esperadas pelos representantes dos empregados.
Além do concurso público, seguem em discussão assuntos relacionados às metas, ao Plano de Cargos e Salários (PCS), ao descomissionamento, às licenças, ao teletrabalho e a outras condições de trabalho.
A cobrança por novas contratações já havia sido reforçada na reunião anterior, realizada em 5 de agosto.
Na ocasião, representantes dos funcionários relataram filas de atendimento, sobrecarga das equipes e até casos de agências com dificuldades de funcionamento em razão da falta de pessoal.

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