Nesta fase, a medida tem como foco o combate ao uso de trabalho forçado na produção de mercadorias. Segundo o governo norte-americano, países que adotaram medidas consideradas eficazes para proibir essa prática estarão sujeitos à tarifa de 10%. Já aqueles que, na avaliação dos EUA, não implementaram restrições ou fiscalização suficientes pagarão uma alíquota de 12,5%.
A decisão foi tomada após uma investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. As autoridades americanas afirmam que os países atingidos adotam práticas comerciais consideradas desleais ao permitirem, ou não combaterem de forma adequada, a produção e a comercialização de bens associados ao trabalho forçado.
O argumento utilizado pelo governo dos Estados Unidos é semelhante ao que embasou a imposição da tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, que entrou em vigor na última quarta-feira (22).
Com a nova medida, parte das exportações brasileiras poderá ser submetida a uma sobretaxa total de até 37,5%, ampliando o impacto sobre produtos enviados ao mercado norte-americano e aumentando a pressão sobre setores da economia brasileira que dependem das vendas aos Estados Unidos.

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