A polêmica que envolve a ausência de carregadores nas caixas de novos smartphones ganhou um capítulo decisivo. A justiça determinou que as empresas não podem mais vender o aparelho sem o acessório básico de carregamento.
Essa prática, que começou há alguns anos sob a justificativa de proteção ambiental, gerou muita reclamação por parte dos consumidores. Afinal, ao comprar um eletrônico caro, espera-se que ele venha pronto para ser utilizado.
Para os magistrados, o carregador é um item indispensável para o funcionamento do bem, caracterizando o que se chama de “venda casada” indireta. Isso porque o cliente acaba sendo forçado a gastar mais dinheiro para carregar o celular que acabou de adquirir.
A decisão busca proteger o bolso do brasileiro, que muitas vezes já faz um esforço financeiro grande para trocar de modelo. Agora, as marcas precisam se readequar para entregar o kit completo ao comprador.
O que muda para o consumidor na hora da compra
Com essa determinação, o cliente tem o direito de receber o adaptador de tomada junto com o cabo e o aparelho. Caso compre um celular que ainda venha na embalagem “econômica”, ele poderá acionar os órgãos de defesa do consumidor.
Muitas pessoas acabavam usando carregadores antigos ou de marcas paralelas, o que pode danificar a bateria do celular novo. Ter o acessório original incluso garante a segurança do dispositivo e a eficiência da carga rápida prometida pela fabricante.
As empresas que descumprirem a medida podem sofrer multas pesadas e serem obrigadas a enviar o carregador gratuitamente para quem já comprou. É uma vitória importante para o equilíbrio das relações de consumo no país.
A questão ambiental e o mercado de eletrônicos
As fabricantes argumentavam que retirar o carregador diminuía o tamanho das caixas e a emissão de carbono no transporte. No entanto, a justiça entendeu que esse benefício ambiental não deve ser custeado exclusivamente pelo consumidor.
Se a preocupação é com o lixo eletrônico, existem outras formas de incentivo que não passem pela retirada de um item essencial. Programas de reciclagem e logística reversa de baterias velhas são exemplos de ações mais eficazes.
Agora, o mercado deve se ajustar a essa nova realidade, trazendo de volta a praticidade de abrir a caixa e ter tudo o que é necessário. O foco volta a ser a experiência do usuário, que quer seu produto completo e funcional desde o primeiro minuto.
*Ponta Negra News

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