A decisão anunciada pela Governadora Fátima e pelo Vice Walter Alves de renunciarem aos cargos cria no Rio Grande do Norte um cenário de transição constitucional que exige serenidade e rigor de procedimento. Nesse contexto, a Assembleia Legislativa do RN (ALRN) ocupa o centro da cena institucional como garantidora da legalidade, da estabilidade administrativa e da legitimidade do processo de eleição indireta que se avizinha.
Diante de um quadro em que as regras ainda não estão definidas, o Presidente da Assembleia, Deputado Ezequiel Ferreira de Souza, tem adotado uma postura prudente, evitando precipitações e afastando a tentação de personalizar o debate. Esse comportamento merece registro: ao priorizar o rito e resguardar a isonomia entre potenciais interessados — inclusive eventuais nomes do próprio colegiado (Francisco do PT é o pré-candidato apoiado por Fátima Bezerra) — a ALRN sinaliza compromisso com a transparência e com o interesse público, reduzindo ruídos e especulações incipientes.
O mérito da atuação está na moderação e na clareza de prioridades: estabelecer normas claras (prazos, etapas, quóruns e critérios), comunicar o calendário com objetividade e manter o foco na continuidade de serviços essenciais. Em momentos de alta temperatura política, a escolha pela sobriedade é, por si, uma forma de liderança.
Cabe à ALRN, portanto, conduzir essa travessia com segurança jurídica e previsibilidade, de modo que a escolha indireta resulte de um processo limpo, público e isonômico. Num Estado que demanda estabilidade e foco em resultados, o Presidente Ezequiel Ferreira de Souza se afirma, mais uma vez, como pilar de governabilidade, planejando – sem ruídos desnecessários – a próxima etapa da vida institucional do RN.
E sem as regras divulgadas – salvo que um deputado estadual pode concorrer – qualquer especulação, neste momento, pode ser inadequada.

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