sábado, 29 de novembro de 2025
Natal em Natal: Árvore de Mirassol é acesa com 20% mais luminosidade
A tradicional Árvore de Mirassol, um dos principais símbolos das celebrações natalinas do Rio Grande do Norte, foi acesa às 19h desta sexta-feira, abrindo oficialmente a programação do Natal em Natal 2025, que seguirá até 6 de janeiro.
Esta é a 3ª grande estrutura luminosa a ser inaugurada dentro da programação do Natal em Natal. No último ciclo, a árvore passou por um amplo processo de modernização. Com 110 metros de altura, recebeu 28.800 luminárias digitais, ampliando em 20% sua capacidade de iluminação. A nova tecnologia permite projeções de cores, formas, letras e mensagens temáticas.
Segundo a Prefeitura do Natal, a árvore vai proporcionar “um espetáculo visual renovado para moradores e visitantes.”
Durante a cerimônia, também foi realizado o descerramento da placa da obra de revitalização da Praça da Árvore de Mirassol, pelo prefeito Paulinho Freire e pela primeira-dama e secretária de Trabalho e Assistência Social, Nina Souza, oficializando a entrega do novo espaço.
Outra novidade de destaque foi a inauguração do novo pavilhão da Praça da Árvore, totalmente requalificado pela Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur). O projeto apresenta um conceito arquitetônico contemporâneo, com formas orgânicas e duas estruturas sobrepostas.
Com 584 m² de área coberta, o pavilhão recebeu cobogós decorativos, aplicações em madeira, paisagismo integrado, novos bancos com tecnologia de baixa absorção de calor, além de lixeiras, floreiras e balizadores com design atualizado. O espaço oferece mais conforto e organização tanto para expositores quanto para o público.
Além disso, quatro caminhões ornamentados da Urbana foram posicionados ao redor da praça, compondo o ambiente e reforçando a atmosfera natalina com iluminação e decoração temática.
Foi aceso também o corredor luminoso, ampliando o espetáculo visual da Praça da Árvore e tornando a experiência ainda mais imersiva para o público.
Encerrando a noite de inaugurações, a Orquestra Sinfônica de Natal realizou uma apresentação especial no Palco Principal.
sexta-feira, 28 de novembro de 2025
Comissão do Consumidor orienta população na Black Friday em shoppings e no Alecrim
Em meio ao movimento intenso da Black Friday, a Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte iniciou, ontem quinta (27) e hoje sexta-feira (28), mais uma edição da ação educativa “Consumo Responsável: Bom para você, bom para o comércio”. A iniciativa, conduzida pelo deputado estadual Ubaldo Fernandes, reúne o Procon Legislativo, Procon RN e a Comissão de Defesa do Consumidor da OAB/RN, e tem como foco algo simples, mas essencial: levar informação onde as pessoas realmente estão.
Nessa quinta-feira, no Natal Shopping, a equipe distribuiu material informativo e conversou com consumidores e lojistas sobre práticas de compra e venda, preços, garantias, ofertas e cuidados importantes em períodos de grande circulação e promoções tentadoras. A proposta é acolher dúvidas, orientar e garantir que todos tenham acesso a informações que fazem diferença no dia a dia.
Já nesta sexta (28), a mobilização segue para o tradicional comércio do Alecrim, com concentração às 8h na Praça Gentil Ferreira. Lá, o contato é ainda mais direto: vendedores atendendo clientes, vitrines movimentadas e uma verdadeira aula prática sobre relações de consumo. A equipe dialoga com quem está no centro da economia popular, reforçando direitos, deveres e boas práticas — de forma clara, acessível e com escuta ativa.
Ao longo dos anos, essa campanha já se tornou referência no RN. Em edições anteriores, a ação passou pelos principais shoppings da capital e pelo comércio de rua, registrando atendimentos, esclarecimentos e até ações específicas, como a prevenção da “Pink Tax”, que chamou atenção para desigualdades de preços entre produtos destinados a homens e mulheres.
Para o deputado Ubaldo Fernandes, presidente da Comissão de Defesa do Consumidor, a importância desta ação vai além das compras da Black Friday. Ele destaca que educar é o primeiro passo para prevenir abusos, fortalecer o comércio e criar uma relação mais justa entre quem compra e quem vende.
“Nosso objetivo é aproximar a Comissão da população, estar onde o povo está. Queremos que consumidores e lojistas se sintam acolhidos, informados e seguros. Relações de consumo saudáveis fortalecem a economia e garantem um ambiente mais justo para todos”, afirma Ubaldo.
Mais do que uma campanha, o trabalho representa um compromisso com a cidadania. Uma forma simples e efetiva de mostrar que o direito do consumidor começa na informação — e que quando ela chega, o consumo se torna mais responsável, consciente e equilibrado.
Fiscalização em massa: operação mira mais de 50 postos em Natal e Região Metropolitana
Cerca de 50 postos de gasolina em Natal e na Região Metropolitana foram inspecionados entre os dias 24 e 28 deste mês durante a Operação Integração. A iniciativa, que envolve diferentes órgãos estaduais e nacionais, tem como objetivo coibir fraudes fiscais e proteger consumidores e o setor econômico.
Além disso, a ação faz parte do trabalho do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal e aos Crimes Contra a Ordem Tributária e Econômica, o Gaesf. A mobilização acontece em todo o Brasil sob coordenação do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais, com apoio da Agência Nacional de Petróleo.
De acordo com um levantamento inicial, parte dos estabelecimentos fiscalizados já recebeu orientações para corrigir irregularidades, que serão objeto de análise pelas equipes responsáveis.
Monitoramento permanenteDurante a operação, a atuação conjunta reuniu o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), por meio do GAECO, a Secretaria Estadual da Fazenda e a Secretaria Estadual de Segurança Pública e Defesa Social, com participação das Polícias Civil e Militar.
O promotor Augusto Lima enfatiza que a fiscalização não se limitará ao período da operação, destacando que novas visitas ocorrerão sem comunicação prévia, como forma de prevenir práticas ilícitas. De acordo com ele, o objetivo é elevar a qualidade e a eficiência do serviço oferecido ao consumidor potiguar.
As informações coletadas nas inspeções serão avaliadas pelo Gaesf, que definirá as providências adequadas para a responsabilização dos estabelecimentos, caso sejam confirmadas irregularidades.
Avaliações técnicas
Nas fiscalizações, a ANP ficou responsável por verificar a qualidade dos combustíveis e o funcionamento das bombas de abastecimento. Já a Secretaria Estadual da Fazenda concentrou esforços em averiguar o recolhimento correto de impostos e coibir fraudes fiscais.
A Operação Integração será mantida como estratégia contínua de proteção ao consumidor e de enfrentamento às práticas ilegais no setor de combustíveis.
Dívida Pública sobe 1,62% em outubro e supera R$ 8,2 trilhões
A emissão de títulos vinculados aos juros fez a Dívida Pública Federal (DPF) subir em outubro. Segundo números divulgados ontem quinta-feira (27), em Brasília, pelo Tesouro Nacional, a DPF passou de R$ 8,122 trilhões em setembro para R$ 8,253 trilhões em outubro, alta de 1,62%.
Em agosto, o indicador superou pela primeira vez a barreira dos R$ 8 trilhões. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), revisado em setembro, o estoque da DPF deve encerrar 2025 entre R$ 8,5 trilhões e R$ 8,8 trilhões.
A Dívida Pública Mobiliária (em títulos) interna (DPMFi) avançou 0,31%, passando de R$ 7,82 trilhões em setembro para R$ 7,948 trilhões em outubro. No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 41,38 bilhões em títulos a mais do que resgatou, principalmente em papéis vinculados à Taxa Selic. A essa emissão líquida, somou-se a apropriação de R$ 85,23 bilhões em juros.
Por meio da apropriação de juros, o governo reconhece, mês a mês, a correção dos juros que incide sobre os títulos e incorpora o valor ao estoque da dívida pública. Com a Taxa Selic (juros básicos da economia) em 15% ao ano, a apropriação de juros pressiona o endividamento do governo.
No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 162,59 bilhões em títulos da DPMFi. No entanto, mesmo com o alto volume de vencimentos de títulos prefixados em outubro, os resgates foram menores e somaram R$ 119,86 bilhões.
A Dívida Pública Federal externa (DPFe) subiu 1,17%, passando de R$ 301,53 bilhões em setembro para R$ 305,06 bilhões em outubro. O principal fator foi a alta de 1,24% do dólar no mês passado, em meio a tensões entre o governo de Donald Trump e a China.
UNIMED de Natal em perigo
A Unimed Natal comandada pela gestão anterior começou o primeiro trimestre de 2025 no azul, com um resultado liquido de R$ 12,4 milhões de reais e R$ 6 milhões de resultado operacional positivo, segundo dados do PowerBy da ANS (Agência Nacional de Saúde). Mas bastaram os três primeiros meses da nova gestão para a cooperativa virar de ponta-cabeça: o balanço mais recente revela uma queda no resultado líquido de 75% que atingiu apenas R$ 3 milhões as custas das receitas financeiras e um prejuízo no resultado operacional de R$ 1 milhão negativo — uma queda impressionante de R$ 7 milhões em tempo recorde.
Vale salientar que esse prejuízo seria pior, sendo amenizado pela aplicação do Pro Rata mensal na produção do Médico cooperado que já subtraiu milhões de reais e que tornaria o resultado líquido fortemente negativo.
O vexame fica ainda maior quando comparado ao cenário nacional: 77,5% das operadoras de saúde melhoraram seus resultados em 2025. Enquanto quase todas avançaram, a Unimed Natal afundou — e sem qualquer explicação técnica aparente para uma piora tão rápida e tão profunda.
Agora a nova diretoria, paga as promessas de campanha ,sendo a fatura cobrada por alguns apoiadores ,além das pressões internas por “acomodações”, a tendência é óbvia: a sinistralidade vai subir — e o prejuízo também.
Se o rumo não mudar, a Unimed Natal entra em um ciclo perigoso, daqueles que demoram a ser revertidos. Vamos ficar atentos e já existe uma grande preocupação com a publicação do terceiro trimestre pela ANS . E, como sempre, a conta sobra para a cooperativa e seus cooperados — e para os clientes que dependem dela.
PF cumpre mandados no RN em operação sobre desvios em contratos financiados com emendas
A Polícia Federal faz buscas nesta sexta-feira, 28, para aprofundar uma investigação sobre irregularidades em contratos de pavimentação do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (DNOCS) financiados com emendas parlamentares. O prejuízo é estimado em mais de R$ 22 milhões.
O Estadão apurou que não há mandados contra deputados e senadores. Os alvos são empresas e pessoas com poder de gestão nos contratos. A Operação Fake Road foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Os mandados de busca e apreensão são cumpridos em Fortaleza (9) e Natal (2).
As investigações tiveram início a partir de auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU), que identificaram indícios de superfaturamento, execução parcial ou inexistente dos serviços, medições fraudulentas e favorecimento indevido de empresas contratadas.
A Polícia Federal encontrou indícios de que servidores públicos e empresários se uniram “em possível organização criminosa voltada ao desvio de recursos públicos”.
O STF também determinou o bloqueio judicial de bens e dinheiro, indisponibilidade de imóveis e veículos e a quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático dos investigados.
“A operação conta com a participação de aproximadamente 50 policiais federais e tem por finalidade coletar novas provas, assegurar a interrupção de eventuais práticas ilícitas e reforçar o compromisso da Polícia Federal no combate ao desvio de recursos públicos e à corrupção”, informou a PF.
Brasileiros acima de 60 anos têm direito à conta de luz 100% gratuita com nova lei
Brasileiros acima de 60 anos inscritos no CadÚnico podem receber isenção total da conta de luz para consumo de até 80 kWh por mês.
• Famílias com renda de até meio salário mínimo por pessoa inscritas no CadÚnico
• Idosos e pessoas com deficiência do BPC
• Indígenas e quilombolas cadastrados no CadÚnico
• Moradores de sistemas isolados com energia solar e baterias
Os beneficiários pagam apenas a taxa de iluminação pública e o ICMS, quando houver.
A ANEEL realizou consulta pública para definir as regras do desconto de 100%, incluindo critérios de enquadramento, incidência de tributos e ajustes na Resolução 1000/2021.
Santa Cruz: idoso é atropelado por carreta na manhã desta sexta-feira (28)
Um grave acidente registrado na manhã desta sexta-feira (28) em Santa Cruz deixou um idoso gravemente ferido após ser atropelado por uma carreta. O caso aconteceu nas proximidades da ponte que liga o Centro ao bairro Paraíso, um dos trechos de maior fluxo de veículos da cidade.
Ainda não há detalhes sobre as circunstâncias do atropelamento. Testemunhas relataram apenas que a vítima, um senhor de idade cuja identidade ainda não foi divulgada, teve as pernas bastante atingidas. Equipes do SAMU foram acionadas imediatamente e realizaram o primeiro atendimento no local.
A área foi isolada pela Polícia Militar para os procedimentos de perícia e para garantir a segurança de quem passava pelo trecho. O estado de saúde do idoso ainda não foi oficialmente atualizado.
As autoridades seguem apurando o que teria provocado o acidente e devem divulgar mais informações ao longo do dia. Com informações do Blog Édipo Natan!
Jovem morre durante partida de futebol em Alto do Rodrigues
Um adolescente morreu na noite de ontem quinta-feira (27), no município de Alto do Rodrigues, após passar mal enquanto jogava futebol com amigos. A ocorrência gerou grande comoção na cidade.
De acordo com informações preliminares, o jovem — identificado apenas como Ítalo, com cerca de 15 anos — participava de uma partida quando, após cobrar um escanteio, caiu repentinamente no gramado. Pessoas que estavam no local tentaram prestar socorro imediato.
A causa da morte ainda não foi oficialmente definida. Há suspeita de que o adolescente tenha sofrido um mal súbito, possibilidade que só poderá ser confirmada após os exames oficiais.
A notícia mobilizou moradores e familiares, que se concentraram no hospital do município em busca de informações. O clima era de consternação e solidariedade à família da vítima.
quinta-feira, 27 de novembro de 2025
Brasil lidera ranking mundial de supersalários e gasta R$ 20 bilhões em um ano
Um levantamento internacional colocou o Brasil no topo do ranking global de gastos com supersalários no serviço público. Entre agosto de 2024 e julho de 2025, o país destinou R$ 20 bilhões ao pagamento de remunerações acima do teto constitucional — atualmente fixado em R$ 46.366,19. O valor é mais de 20 vezes superior ao da Argentina, segundo colocada no estudo conduzido pelo pesquisador Sergio Guedes-Reis, da Universidade da Califórnia em San Diego (UCSD).
Ao todo, 53.500 servidores ativos e inativos receberam acima do teto no período analisado. A magistratura lidera o grupo, com 21 mil membros que somaram R$ 11,5 bilhões. O Ministério Público aparece em seguida, com 10.300 promotores e procuradores responsáveis por R$ 3,2 bilhões em despesas extras. No governo federal, 12.200 servidores ultrapassaram o limite remuneratório, concentrados principalmente nas carreiras jurídicas.
O contraste com outros países é significativo: Alemanha não registra casos de pagamentos acima do limite legal, e sete das nações avaliadas — como França, Itália, Portugal, Reino Unido e Chile — não ultrapassam 2 mil servidores com supersalários. No Brasil, esse grupo representa 1,34% dos 4 milhões de servidores avaliados e inclui profissionais dos Três Poderes, Ministérios Públicos estaduais e órgãos federais.
O estudo também evidencia o impacto social dessa disparidade. Quase 40 mil desses servidores têm renda anual superior a R$ 685 mil, integrando o 1% mais rico do país. Especialistas defendem que o gasto bilionário reforça desigualdades, compromete a imagem do Estado e exige avanços imediatos na reforma administrativa e em mecanismos legais de controle remuneratório.
Nordeste Água do Rio São Francisco para o RN não esvazia reservatório da Paraíba
O início da entrega de água do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF) para o Rio Grande do Norte tem gerado dúvidas sobre o nível do reservatório Engenheiro Avidos, na Paraíba. O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) esclarece que a água destinada ao RN apenas passa pelos reservatórios Engenheiro Avidos e São Gonçalo, sem utilizar o volume já armazenado pela Paraíba.
Segundo Bruno Cravo, diretor do Departamento de Projetos Estratégicos da Secretaria Nacional de Segurança Hídrica, “a água entregue ao Rio Grande do Norte apenas passa pelo reservatório até a divisa dos estados, funcionando como um canal de passagem”. O uso da água já acumulada nos reservatórios é regulamentado por termo de alocação entre ANA, AESA e o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Piranhas-Açu.
Além disso, o MIDR anunciou ações emergenciais para apoiar ribeirinhos afetados pela variação do nível do reservatório, incluindo bebedouros para animais e suporte técnico para novas captações.
Mais de 60% dos casos de câncer colorretal são descobertos em estágios avançados, aponta estudo
Lançado nesta quinta-feira (27), quando se comemora o Dia Nacional de Combate ao Câncer, o estudo Câncer colorretal no Brasil – O desafio invisível do diagnóstico, da Fundação do Câncer revela que, dos 177 mil casos da doença registrados em hospitais públicos e privados do país, no período de 2013 a 2022, mais de 60% foram diagnosticados em estágios avançados da doença.
Os dados mostram que o avanço da doença e a demora no diagnóstico, reduz de forma acentuada a possibilidade de cura.
Em entrevista à Agência Brasil, o diretor-executivo da Fundação do Câncer, cirurgião oncológico Luiz Augusto Maltoni, chama a atenção o volume de casos de câncer colorretal (CCR) que chegam no sistema em estágio avançado”, confirmou em entrevista à Agência Brasil o diretor-executivo da Fundação do Câncer, cirurgião oncológico Luiz Augusto Maltoni.
“Se analisarmos o país como um todo, os dados mostram que 50% das pessoas chegam no estágio já metastático, estágio 4, e mais 25% no estágio 3. Somando os estágios, são mais de 70%, o que é uma catástrofe.”
Os dados reforçam a importância do diagnóstico precoce. Maltoni indicou que, uma vez identificado qualquer tipo de sintoma, por mais leve que seja. a pessoa deve procurar um serviço de saúde para investigar e ver o que existe, ou mesmo fazer o rastreamento com um profissional.
“Aquela intervenção feita pelo Estado para chamar a população alvo para que faça exames, para que a gente possa detectar o mais precocemente possível, é fundamental. Porque não só um tumor, mas são as lesões precursoras que podem desenvolver o câncer. Isso é fundamental, é isso que vai mudar essa história”.
No Brasil, como ocorre também em outros países, o primeiro exame para detecção prrecoce do CCR é a pesquisa de sangue oculto nas fezes, menos custosa. Quando essa pesquisa de sangue oculto se mostra positiva, alterada, aí sim é indicado prosseguir na investigação por meio do exame de colonoscopia.
Atualmente, isso é feito para pessoas acima de 50 anos. Maltoni disse, entretanto, que a análise de dados sinaliza que o pico de faixa etária de pessoas com câncer colorretal é exatamente entre os 50 e 60 anos.
“Se a gente começar a fazer rastreamento só com 50 anos, corre o risco de chegar tarde. É procurar antecipar. A maneira de a gente fazer isso é, obviamente, baixar um pouco a faixa etária do chamado para testes de rastreamento.”
AFundação do Câncer sugere antecipar a faixa etária para 45 anos ou 40 anos, eventualmente, para que se possa identificar as lesões precursoras bem iniciais, e poder tratar até mesmo antes de um adenoma, por exemplo, e um pólipo do intestino se transformar em um carcinoma do intestino.
Outra medida importante que o estudo mostra é a prevenção primária, quer dizer, hábito de vida. Isso significa evitar excesso de peso. De acordo com o boletim, há uma correlação direta entre o volume de câncer colorretal e de pessoas obesas. Nas regiões do país onde tem uma taxa de obesidade maior, há também uma maior taxa de câncer colorretal, assim como o tabagismo tem correlação direta com a doença.
“São aquelas medidas que a gente vive falando, de evitar sobrepeso, evitar falta de atividade física, excesso de bebida alcoólica, não fumar. Isso é fundamental, porque a gente sabe que isso ajuda a reduzir casos novos de câncer. No caso do câncer colorretal, isso é uma verdade”, afirmou o diretor-executivo.
No estudo feito com os 177 mil casos da doença, coletados nos registros hospitalares de câncer, verificou-se que o de cólon e de reto é mais comum em brancos (34,6%), seguidos de negros (30,9%).
As regiões Sudeste e Sul concentram o maior volume de equipamentos hospitalares de diagnóstico e tratamento, bem como de casos de CCR. Por outro lado, segundo o médico, quando se analisa o deslocamento da população no Brasil, nota-se que a Região Centro-Oeste é o local onde ele é maior: perto de 18% dos pacientes desta região têm que sair para fazer o seu tratamento em outra localidade do país. Em segundo lugar, vem a Região Norte, com 6,5%.
Política permanente
A Fundação do Câncer estima aumento de 21% no número de casos entre 2030 e 2040, alcançando cerca de 71 mil casos novos e cerca de 40 mil óbitos.
Maltoni considera o volume “alarmante”, embora seja realidade, considerando que a população está crescendo e, sobretudo, envelhecendo.
“Não temos uma estratégia bem estabelecida e firme para a prevenção e o diagnóstico precoce”. Segundo o médico, é preciso mudar esse cenário nos próximos 15 anos, trabalhar muito fortemente a questão da prevenção, da detecção precoce, do rastreamento.
Ministério da Saúde
Na avaliação do diretor-executivo da Fundação do Câncer, a mudança deve ser capitaneada pelo Ministério da Saúde. O sistema de saúde inglês, por exemplo, os pacientes recebem em casa um kit para colher amostra das fezes. Se o resusltado der alterado, a pessoa é chamada para fazer a colonoscopia.
“Precisamos dar esses passos. É óbvio que em um país das dimensões do Brasil, com as dificuldades regionais, com as diferenças, há dificuldades. Mas a gente sabe que é possível. Se tomar a decisão de fazer e quiser fazer, é possível fazer”.
Segundo Maltoni, isso só funciona com uma política de Estado. Quanto mais informação qualificada houver e maior for a possibilidade de colocar o tema em debate, isso ajuda a nortear essas políticas públicas porque, isoladamente, não é nenhuma campanha que conseguirá alcançar esse objetivo.
“Tem que ter uma política pública, uma política de estado permanente, que independa de quem esteja no governo, para que esses resultados aconteçam. A gente tem exemplo disso na política de controle do tabaco, que virou uma política de Estado que ao longo dos últimos 35 anos, 40 anos, tem sido colocada de maneira prioritária por qualquer governo que entre. Não tem outra maneira de fazer e isso vale para qualquer lugar do mundo.”
Incidência
O estudo aponta para uma relação entre tabagismo e obesidade e incidência de câncer colorretal. As capitais Florianópolis, Porto Alegre, Curitiba e Campo Grande, todas com proporção de fumantes superior a 12%, possuem altas taxas de incidência da doença, o que reforça a relevância do tabagismo como fator de risco para o CCR.
O mesmo ocorre em relação à obesidade e sua associação ao aumento da incidência do câncer colorretal. Capitais como Porto Alegre, Campo Grande, Rio de Janeiro e São Paulo, todas com prevalência de obesidade igual ou superior a 24%, estão entre aquelas com as maiores taxas de incidência do tumor. Daí a importância de políticas voltadas para alimentação saudável e atividade física.
O boletim da Fundação do Câncer revela também que quase metade dos casos registrados no país está concentrada na Região Sudeste (49,4%) e que 85,9% dos pacientes têm 50 anos ou mais, reforçando a importância de estratégias de rastreamento voltadas para faixas etárias menores.
Em relação à escolaridade, o boletim mostra que 47,7% dos pacientes possuem apenas o ensino fundamental e que a cirurgia segue sendo a principal forma de tratamento inicial, seja de maneira única ou associada a outras modalidades.
O estudo completo pode ser acessado aqui.
Consignados dobram no INSS e somam R$ 466 bilhões em meio a fraudes
Em meio a denúncias e condenações judiciais por fraudes e abordagens abusivas, bancos brasileiros dobraram seus ganhos com empréstimos consignados para aposentados em todo o país e faturaram R$ 466 bilhões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) nos últimos cinco anos. As informações são do Metropoles.
Dados obtidos com exclusividade pelo Metrópoles, por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), abrangem 87 bancos que mantêm ou mantiveram Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) com o INSS até este ano para explorarem essa modalidade de crédito. Os números revelam ascensões meteóricas de instituições que superaram 100 mil consignados por mês pouco tempo após entrarem neste mercado.
As informações sobre o faturamento de cada banco com crédito consignado no INSS ainda eram sigilosas e passaram a ser alvo de questionamentos no Congresso Nacional após a Operação Sem Desconto, deflagrada em abril deste ano pela Polícia Federal (PF) contra o esquema bilionário de descontos indevidos de mensalidade associativa sobre aposentadorias, revelado pelo Metrópoles.
Assim como ocorria nos descontos feitos pelas associações investigadas — todos suspensos pelo INSS após a operação —, os empréstimos consignados realizados pelos bancos, por meio de acordos semelhantes com o instituto de previdência, acumulam reclamações em órgãos de defesa do consumidor e condenações na Justiça por fraudes — descontos de consignados feitos sem autorização do aposentado.
Os números fornecidos pelo INSS contemplam dados de faturamento e de novos empréstimos mensais, de janeiro de 2020 até outubro deste ano. No início do período, os bancos faturavam R$ 4 bilhões mensais com consignados, acumulando R$ 50,6 bilhões naquele ano. Com um pico de crescimento durante a pandemia, saltou para até R$ 9 bilhões no mês, fechando 2024 com R$ 100,8 bilhões.
No mesmo período, a carteira de empréstimos ativos saltou 52%, passando de 23 milhões para 35 milhões de contratos. A partir de 2020, houve uma explosão de bancos credenciados pelo INSS para operar consignados — de 52 instituições para 87. Entre eles, destacam-se o C6 e o Agibank, que cresceram meteoricamente, chegando a 3,36 milhões e 1,57 milhão de consignados neste ano, respectivamente.
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